Odontol para Pacientes com Necessidades Especiais

Quem é o paciente com necessidades especiais?

 

A convenção Internacional sobre os direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo ocorrido na ONU em 2006, adota o conceito de deficiência como: “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com demais cidadãos”.

Na Odontologia, todo indivíduo que apresenta uma ou mais limitações, de caráter transitório ou permanente, de ordem mental, física, sensorial, emocional, médica ou sistêmica, que o impeça de ser submetido a um tratamento odontológico convencional – sem adequações – é considerado como um paciente especial. Nesse grupo podem-se citar pessoas com doenças genéticas e hereditárias; malformações, deformidades adquiridas ou congênitas; doenças sistêmicas crônicas; doenças degenerativas; doenças malignas e infecciosas, entre outras. Por ser um conceito amplo a pessoa com deficiência também é inserida nesse contexto.

Mais de 15% da população mundial – aproximadamente 1 bilhão de pessoas – refere algum tipo de deficiência e destas, aproximadamente 200 milhões convivem com alguma dificuldade funcional considerável (WORLD REPORT ON DISABILITY, 2011). No Brasil, o Censo de 2010 aponta que 23,9% dos habitantes autodeclaram algum tipo de deficiência, a considerar: visual, auditiva, motora, mental e intelectual. Em Santa Catarina os números seguem a tendência nacional, no qual se observa que 21% dos catarinenses referem algum tipo de deficiência.

 

A Especialidade?

De acordo com o Conselho Federal de Odontologia, a especialidade de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais tem por objetivo a “prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o controle dos problemas de saúde bucal de pacientes que tenham alguma alteração no seu sistema biopsicossocial. Leva em conta todos os aspectos envolvidos no processo de adoecimento do homem, importantíssimos na adequação do tratamento odontológico frente às necessidades dos mesmos, levando em conta a classificação de funcionalidade. Além disso, ter uma percepção e atuação dentro de um espaço de referência que tenha uma estrutura inter, multi e transdisciplinar, com envolvimento de outros profissionais de saúde e áreas correlatas, para oferecer um tratamento integral ao paciente.”

Atualmente, no Estado de Santa Catarina, existem poucos especialistas regularmente inscritos no Conselho Regional de Odontologia/SC. As maiores concentrações de podem ser encontrados nas cidades de Florianópolis, Joinville e Itajaí. As cidades de Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque, Chapecó, Concórdia, Jaraguá do Sul, Lages, Major Gercino, São Lourenço do Oeste e São Miguel do Oeste ainda contam com 1alguns profissionais regulamentados. Aqui você encongra o link de acesso para a busca de profissionais da área: inserir link.

 

Referências

 

  1. Camargo AR, Munhoz EA, Lisboa ML, Sordi MB, Polli VA. Dental management of Special Needs Patients: A Literature Review. Global Journal of Oral Science. 2016(2):33-45
  1. CFO. Consolidação das normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia. Resolução CFO 63/2005.
  2. LITTLE, J.W; DONALD, A.F.; MILLER, C.S.; et al. Manejo odontológico do paciente clinicamente comprometido. 7ª. ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2008.
  1. VARELLIS, M.L.Z. O Paciente com Necessidades Especiais na Odontologia. Manual Prático. São Paulo: Santos. 2005.